Curitiba- Ex-marido é condenado a 28 anos de prisão por matar estudante a facadas por ciúmes

O mecânico Ênio Ivan Bertoncello,  acusado de matar a ex-mulher e estudante de direito, Mahara Carolina Scremin, foi condenado a 28 anos e 7 meses de prisão. O julgamento começou na manhã desta segunda-feira (15), durou quase 16 horas e terminou na madrugada desta terça-feira (16), em Curitiba.

Ênio foi condenador pelos crimes de homicídio qualificado por motivo torpe, meio cruel, dissimulação e fraude processual. Ele vai permanecer preso. A defesa ainda não informou se vai ou não recorrer da sentença.

Ênio confessou que matou a ex-mulher a facadas por ciúmes em maio de 2017, na casa dela, no bairro Boqueirão. Após assassinar Mahara com golpes de faca no pescoço, ele ainda tentou incendiar a casa da vítima para eliminar evidência de autoria do crime.

A estudante de Direito tinha 23 anos. No dia do crime, o ex-marido chegou a receber os pais da jovem chorando dizendo que não sabia o que teria ocorrido. Ele colocou nas redes sociais uma mensagem de luto pela morte dela e chegou a ir ao velório como se não tivesse feito nada.

De acordo com o advogado da família de Mahara, Adriano Colle, Mahara foi assassinada pelo ex-marido por não concordar em reatar a relação. Descrito como uma figura possessiva e ciumenta, Ênio resolveu matar Mahara ao perceber que a jovem iniciava um novo relacionamento amoroso. “Esse foi o estopim para Ênio dar início a sua trama. Ao descobrir que Mahara estava acompanhada naquela noite, Ênio decidiu esperar que o rapaz que estava com Mahara em sua casa fosse embora para dar início ao seu plano. Foi um assassinato brutal, cruel”, comentou o advogado Adriano Colle.

Crime

A jovem Mahara foi encontrada morta dentro de casa, no bairro Boqueirão, em Curitiba, na noite do dia 31 de julho de 2017. A universitária estava com dois cortes da faca no pescoço e a casa dela foi revirada. Ela morava sozinha em casa e foi encontrada por uma prima. Dentro da casa havia copos usados, pratos e talheres espalhados, que foram utilizados para a confirmação das digitais.

À época, o suspeito chegou a postar uma imagem de luto, no Facebook, e recebeu as lamentações de vários amigos. Ênio confessou o crime dias depois. Mahara cursava Direito na Pontifícia Universidade Católica do Paraná (PUC-PR) e estava no último ano.

Fonte: Portal Tri
Publicação: Adrieli Langner

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *