Cafelândia- Padrasto manteve adolescentes em cárcere privado por quase 30 horas porque vizinhos o acusavam de pedofilia, diz delegado

O padrasto que manteve os enteados em cárcere privado em uma casa por quase 30 horas, em Cafelândia, no oeste do Paraná, afirmou que cometeu o ato porque vizinhos o acusavam de pedofilia, segundo a Polícia Civil.

O homem foi preso e encaminhado à Delegacia de Nova Aurora, também no oeste do estado, onde prestou depoimento. Ele deve ser transferido para uma penitenciária nesta quarta-feira (4), conforme a polícia.

“Ele alegou que os vizinhos vinham chamando ele de pedófilo. Aí ele resolveu fechar a casa, amarrar as crianças dentro da casa e não deixar sair. Segundo ele, não tinha noção da repercussão do que poderia acontecer”, disse o delegado Ary Nunes.

Os adolescentes foram libertados pela polícia, por volta das 18h30 de terça-feira (3). Eles estavam presos pelo padrasto desde o começo da tarde de segunda-feira, segundo a Polícia Militar (PM).

O homem, de 39 anos, amarrou os enteados, de acordo com a PM. Policiais foram chamado ao local e iniciaram as negociações por volta das 15h de segunda, que se estendeu até a terça-feira.

Ao final, o homem foi sedado e preso.


Investigação

O delegado afirmou que as investigações prosseguem com depoimentos de familiares e vizinhos. Os adolescentes foram encaminhado para cuidados do Conselho Tutelar de Cafelândia.

De acordo com o delegado que investiga o caso, o suspeito toma remédios controlados e afirmou que não tomava a medicação há cerca de dois meses.

“Ele permanece o tempo todo calado, cabeça baixa, deprimido, mas respondeu a todas as perguntas da autoridade policial. Eu acredito que isso acontece em razão de ele ter sido medicado. Mas, de um modo geral, ele está bem”, disse.

Ainda segundo o delegado, os adolescentes podem ser submetidos a exames médicos para avaliar se houve algum tipo de violência ou crime sexual contra eles.

Jéssica Caroline da Silva, conselheira tutelar de Cafelândia, afirmou que os enteados do suspeito não devem voltar para a casa onde estavam e a previsão é de que eles passem por atendimento psicológico.

“A gente está responsável por eles. Quando ganharem alta, a gente vai estar levando eles para outro lugar para que não passem por esse momento, não voltando para casa”, afirmou a conselheira.

Fonte: G1
Publicação: Adrieli Langner

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